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Conheça o avanço das cimenteiras com resíduo retirado da queima do carvão

Conheça o avanço das cimenteiras com resíduo retirado da queima do carvão

As cimenteiras estão com processos evoluídos e a grande sacada está no resíduo retirado da queima do carvão. O projeto em execução pelos pesquisadores e acadêmicos da SATC (Sociedade de Assistência aos Trabalhadores do Carvão) busca criar um produto inovador com aplicação da técnica do geopolímero, visando substituir o cimento de forma sustentável. Esse processo utiliza materiais inorgânicos para sua produção e, pensando nisso, a pesquisa utilizará o resíduo proveniente da queima do carvão como matéria-prima para a produção das argamassas cimentícias.

A pesquisa é apoiada e financiada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica da Eletrobrás (CGTEE), com investimento de R$ 958 mil e duração de 26 meses para realização dos estudos científicos, análises, testes e implementação. Conforme o coordenador do projeto, João Mota Neto, novas metas estão sendo traçadas para daqui a 10 anos. “Nosso objetivo neste tempo é chegar ao ponto de construirmos casas com esse cimento de baixo custo. Em um curto período, queremos fazer lajotas para pavimentarmos ruas em bairros com vulnerabilidade social”, frisa.

Uma das matérias-primas utilizadas na pesquisa é resultado do processo de dessulfurização dos gases da incineração do carvão e conhecido como FGD (Flue Gas Desulphurization – Dessulfurização de gases de exaustão). Este processo é responsável pela retirada do enxofre dos gases produzidos nas usinas termoelétricas. “A proposta é utilizar este resíduo para obter o geopolímero e buscar a confecção de elementos estruturais em substituição ao concreto. O material tem ampla possibilidade de aplicação, possui uma resistência superior ao cimento comum e pode ser utilizado para reparos rápidos e demais aplicações de engenharia”, destaca a pesquisadora e professora da Faculdade SATC, Pâmela Milak.

A queima do carvão na geração de energia

Para que a cadeia do carvão destinada à geração de energia elétrica continue perene, é necessário torná-la sustentável. Dentro do Plano Nacional de Mineração (PNM), existem três principais diretrizes que norteiam a extração mineral até o ano de 2030: governança pública, agregação de valor e sustentabilidade.

Os dois últimos tópicos são o foco para o desenvolvimento do projeto elaborado na SATC. “A partir de um resíduo, queremos obter um novo produto, agregando valor e contribuindo com a sustentabilidade da cadeia produtiva do carvão”, frisa a pesquisadora.

O projeto apresenta convergência com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, por contribuir com a preservação ambiental. O material elaborado visa substituir o cimento, que tem alto impacto sobre o meio ambiente. “O concreto é o segundo produto mais consumido no mundo, só perde para a água e, durante sua produção, é emitido na atmosfera o CO2 (dióxido de carbono) que impacta diretamente na temperatura do planeta. Por outro lado, o geopolímero diminui em até 80% essas emissões”, ressalta Pâmela.

O papel das válvulas e instrumentos nas cimenteiras

No contexto de válvulas, componentes essenciais para a indústria cimenteira, a necessidade de renovação e atualização é constante.

A escolha por materiais duráveis, específicos para ambientes abrasivos, é imprescindível. A Casa das Válvulas acompanha a evolução do segmento e busca a solução ideal que atenda às mais altas especificações do mercado.

E, para que essa escolha não seja um dilema, a equipe técnica da Casa das Válvulas terá satisfação em trazer luz ao assunto, com atendimento personalizado para cada tipo de setor. Basta entrar em contato com a gente e contar com o apoio de um dos nossos consultores.

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